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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dia 17: Amalfi

Dia passado na praia, depois da viagem no "autocarro maluco". Almoçámos no restaurante "La Galea", perto da praça principal. Durante o almoço, tal como já tinha acontecido no dia anterior, vieram uns músicos tocar e cantar. Fazem-no para pedir umas moeditas mas não são ostensivos ou desagradáveis, antes pelo contrário, é  bastante agradável comer ao som da música porque eles tocam durante bastante tempo em cada um dos locais ao contrário de muitos pedintes que fazem o mesmo. Durante a tarde na praia vimos peixinhos e deixámos que nos viessem dar "beijos" nas pernas... mal sabíamos nós que esses beijos nada mais eram do que terríveis dentadas... a sério, aquilo dói.
Nesse dia soubemos que era feriado em Amalfi. Decidimos, estupidamente, ficar para jantar. Jantámos muito bem num restaurante simpático e, no final, decidimos ir apanhar o autocarro para o qual já tínhamos bilhete... soubemos, ao fim de algum tempo de espera que o próximo só à meia noite, por causa do feriado. Eram então cerca de 10 da noite... decidimos ir de táxi já pensando que ia ser caro. Estupidamente entrámos num "mega táxi" (táxis carrinhas com uns 9 lugares de passageiros) e nem perguntámos se alguém queria partilhá-lo connosco... lá fomos... a viagem custou-nos 50 euros. O taxista era simpático e afável, mas a viagem custou 50 euros... O pensamento foi, poupou-nos  2 horas...

domingo, 14 de agosto de 2011

Dia 16: Amalfi e Atrani

Saímos de manhã do hotel para ir à praia. Decidimos experimentar, nesse primeiro dia, a praia na terra do hotel, Praiano. A praia de Praiano chama-se "Praia" e fica no fundo de uma ravina e andámos bastante para lá chegar. Lá chegados fiquei desolada. A praia é pequena, de pescadores. Cheirava mal, as pedras (não há areia, mas isso para mim não é desvantagem) tinham algum lixo e, francamente, não gostei do ambiente, das pessoas que a frequentavam. Assim subimos até meio caminho para apanhar o autocarro para Amalfi. Cada bilhete de autocarro custa 2,5 euros, o que leva a que a viagem, ida e volta, para uma família de 3 acabe por ser bastante dispendiosa. Lá fomos. A viagem é de loucos. O autocarro estava cheio, só tendo conseguido um lugar para a nossa filha e, como tal, fomos de pé. De pé não se avista o bordo da estrada e tudo o que se avista é uma grande ravina com o mar no fundo e sente-se o autocarro andar aos solavancos e a fazer curvas apertadíssimas. A sensação com que se fica é que a qualquer momento podemos cair lá em baixo. Lá chegados deparamo-nos com o problema semelhante de não saber a que praia ir dado que não era isso que estava planeado para esse dia. Verificamos que a maior parte do espaço de praia, que por si só é pequeno, pertence a concessões e a parte pública está a abarrotar. Acabámos por ir até  uma praia gratuita também ela com alguns barcos, mas a banhoca até foi agradável. A praia estava limpa e a água quente. De seguida entrámos na terrinha para ir almoçar. Demos com uma pequena praceta com alguns restaurantes. Comemos no que nos pareceu mais baratito e com lugares (coisa importante),  Trattoria La Piazeta. Comeu-se bem. Passeámos até à praça principal que tem uma linda Catedral e decidimos andar, pela estrada, até Atrani, "Il Comune piú piccolo d'Itália", que fica mesmo ali ao lado. Em Atrani achámos a praia mais bonitinha e maior (apesar de ser a mais pequena "Comune" de Itália). Como a digestão ainda não estava feita, decidimos voltar a Amalfi mas desta vez seguindo o caminho de peões, por cima da terra. Foi um passeio muito bonito e agradável. Chegados a Amalfi fomos perguntar numa das praias concessionadas como fazer para a frequentar. Ficámos a saber que aquela hora o preço seria 20 euros, se fosse para todo o dia eram 30. Decidimos pagar os 20 e reservar para o dia seguinte. Foi o melhor que fizemos. Apesar de sair uma praia cara (principalmente para quem, em Portugal, ou mesmo em Espanha, a tem de graça) acabou por ser a melhor opção. Com direito a  espreguiçadeiras almofadadas, toalha e guarda-sol, lá ficámos. Fomos tomar banho a uma praia quentinha e agradável e assim passámos o resto da tarde. O sol põe-se cedíssimo dado que aquilo fica entre montes e, quando o sol desaparece a praia fica desagradável e as pessoas vão embora. Fomos também. Estupidamente decidimos ir de imediato para o autocarro, não sabendo que toda a gente o faz aquela hora. Nesse momento passa uma qualquer onda de loucura nas, até então, pacíficas pessoas e entrar no autocarro revela-se uma enorme batalha. Quando me apercebi havia cotoveladas e apertos, toda a gente a querer entrar fosse por cima de quem fosse. Empurram velhinhas e crianças sem qualquer problema. Podia dizer que tinham sido os italianos, ou os franceses ou os americanos que por lá andavam, mas a verdade é que acho que era qualquer pessoa, até as velhinhas empurravam... Tive de agarrar na minha filha ao colo ou acho que ela era esborrachada na loucura. Lá conseguimos entrar e voltámos novamente de pé. Fiquei um pouco impressionada por ninguém se levantar para dar lugar a idosos ou crianças, era o salve-se quem puder. Voltámos a Praiano. Saímos na paragem mais perto do nosso hotel (o que significa que era bastante longe) e fomos pelo caminho a ver se havia alguma trattoria, pizzaria ou restaurante que nos servisse melhor que o do hotel. Acabámos por perguntar a uma senhora que estendia a roupa se conhecia alguma. Lá nos tentou explicar onde era durante bastante tempo. Dizia que havia uma boa trattoria um pouco longe dali e explicava como podíamos ir para lá. Enquanto o fazia uma velhinha, com graves dificuldades a andar, fez uns 5 metros durante todo o tempo da conversa. Chegando, finalmente perto de nós, exclamou algo como: "Eles são jovens, diz que é sempre em frente e à esquerda!". Lá fomos. Passámos primeiro pelo hotel para tomar um banho e nos sentirmos mais apresentáveis e seguimos pelo caminho que nos tinha dito a referida senhora (sempre em frente e à esquerda) e demos com a trattoria, no fim de uma descida inclinada (já a pensar na dificuldade da subida), perto da igreja, trattoria San Genaro. A refeição foi óptima, apesar de carota, mas pelo menos as doses  eram visíveis ;).

Atrani, Costa Amalfitana

sábado, 13 de agosto de 2011

Dia 15: O Vesúvio e a chegada à Costa de Amalfi

Acordámos cedo e partimos para fazer uma visita ao Vesúvio. Pouco depois da saída do hotel levamos um toque na traseira do carro quando paramos para dar prioridade a um apressado que entrou, a acelerar, numa rotunda. Felizmente o nosso carrolas é resistente e não tinha marcas, apesar do que nos tocou ter ficado com a frente amolgada. Após o susto prosseguimos viagem pelas loucas ruas da zona Napolitana, desviando-nos de carros que apareciam em contra mão, de outros que desatavam a fazer marcha atrás sem qualquer aviso. Enfim, não é possível descrever a loucura que é  o trânsito na zona de Nápoles e nem sequer conseguimos encontrar uma justificação plausível para tal. Não lhes falta espaço, as estradas são planas, largas e arranjadas. Não existe motivo nenhum para o facto da confusão gerada, tanto no trânsito como, tal como já referi, na sujidade que existe nas ruas.
Fugindo da loucura lá fomos até ao Monte Vesúvio que subimos. O carro foi até onde o deixaram e, daí, prosseguimos a pé. Não sem antes comprarmos o bilhete para subir o vulcão (não fazia ideia que era preciso pagar tal coisa, mas valeu a pena). No início da subida estão uns senhores que nos entregam um cajado dizendo que cada um paga o que quer no final. Os cajados são uma ajuda preciosa na subida e a subida, apesar de todo o calor que se fazia sentir, é emocionante. Vimos a cratera, a paisagem à volta e descobrimos um buraquinho onde era possível ouvir o nosso eco. Não ouvimos em mais lado nenhum, só naquele buraquito e lá metemos o Vulcão a gritar Portugal, Portugal, como bons Tugas que somos.
Depois do Vesúvio seguimos para a Costa Amalfitana. Com medo que o espírito de porcaria e má condução continuassem pela mesma lá chegámos à referida Costa levando um "baque" com a paisagem que se avista. É linda. Neste local os italianos voltam a ser mais limpinhos e menos loucos a conduzir, apesar do local em questão assustar bastante na condução. Chegámos de tarde ao nosso hotel e decidimos descansar um pouco acabando por jantar no mesmo. O Hotel é o Hotel Margherita, que é excelente em todos os aspectos menos na relação tamanhodasdosesdojantar/preço. Em tudo o resto é dos melhores hotéis onde já estivemos. São super atenciosos, a vista de todos os quartos é estrondosa, todos os quartos têm varanda, são muito limpos, muito confortáveis, o pequeno-almoço é muito bom, e, caso necessitemos, até nos estacionam o carro e vão buscar às paragens de autocarro.