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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dia 28: Ferrara, Veneza e Burano... Tantas cores

Dormimos em Bolonha no agradável, e bem em conta, hotel Imperial. De manhã fomos para Ferrara que se auto-denomina "Cittá delle Biciclette". Já lá tínhamos ido há dois anos mas, como nos perdemos umas duas horas na procura do carro, ficámos com uma sensação amarga relativamente à terra. Voltámos lá para a rever com os olhos de quem não se perde. É uma terra simples e o que mais fascina é, de facto, a quantidade de bicicletas que circulam e a forma como as utilizam: Senhoras de salto alto, velhinhas que mal conseguem andar mas pedalam como profissionais. Eles usam a bicicleta para passear com os filhos ou para ir às compras. É fantástico. Há dois anos não entrámos no Duomo, já não me lembro porquê, apenas a vimos olhando de fora para dentro e considerámo-la grandiosa e linda. Este ano entrámos e verificámos que é, de facto, grandiosa e linda. Almoçámos no mcdonalds (para corrigir o erro de há dois ano)e fomos ver o exterior do castelo, onde vimos Carpas gigantescas.
Seguimos para a apaixonante e totalmente única Veneza. Desta vez fomos de carro até lá. Deixámos o carro num parque de estacionamento interior logo após passarmos a ponte, apanhámos o comboio e seguimos, por cerca de 1 km até ao nosso hotel. Descobrimos mais tarde que perto do hotel existe um barco que liga quase directamente ao parque de estacionamento.
O nosso hotel era o Bed&Breakfast Aqua Venice. Muito simpático e acolhedor. Recomendo.
Depois de largarmos as malas fomos passear um pouco pelas ruas de Veneza. Ao final da tarde decidimos apanhar um barco e viajar até à ilha de Burano que foi uma completa e agradável surpresa. A ilha de Burano fica a cerca de meia hora de viagem marítima desde Veneza. É uma pequena ilhota que também possui alguns canais e com a característica única de ter as casas todas de cores diferentes e, maioritariamente, berrantes. Torna-se encantadora. A torre da igreja de Burano está, também ela, inclinada. Começa a ser algo muito habitual por Itália. O Por-do-sol foi fantástico, muito cor-de-laranja. Parece uma terrinha de fantasia. Gostámos tanto que ficámos por lá a apreciar e a tirar fotos e acabámos por jantar lá.
Voltámos a Veneza fazendo a viagem de barco à noite. Passando pela ilha dos mortos, Isola de San Michele, (o cemitério de Veneza que fica numa ilha criada especialmente para o efeito e há noite é assombrador passar por lá). Percorremos as ruas de Veneza à noite, que se torna ainda mais encantadora pois a maioria dos turista deixa de estar lá, e fomos dormir ao nosso B&B.

A multicolor Burano

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dia 17

Partimos para Ferrara onde fomos almoçar. Deixámos, estupidamente, o carro afastado do centro, porque não sabíamos bem onde era o centro e, em vez de irmos ver, decidimos deixar o carro e andar até lá. As ruas de Ferrara até ao centro são todas iguais umas às outras. Lá chegados tínhamos tanta fome que parámos num restaurantezinho com esplanada e vista para a parte de trás de uma igreja bastante estranha. Dava impressão que a igreja era um aproveitamento de outra antiga que teria ruído, mas não sabemos.
O almoço foi caro e nada de especial. Ainda por cima a terra, que até podia ser bastante atractiva para turistas, está pejada de pedintes que nos incomodam o almoço. Quando nos levantámos e atravessámos a praça (por onde apenas passavam (muitas) bicicletas), descobrimos que praticamente na porta ao lado tínhamos o nosso salvador de finanças, e delícia da nossa filha, mcdonalds... nunca tinha visto um mcdonalds tão mal assinalado...
Fomos para a praça do lado que tinha uma grande igreja, bonitinha por fora. Quando entrámos ficámos boquiabertos com a grandiosidade e beleza da referida igreja (a Basilica Cattedrale di San Giorgio). Durante estas férias já vi muita igreja bonita, ou não estivesse no país onde está colocado o Vaticano, mas esta surpreendeu-me mesmo muito, porque não esperava que, numa pracinha perdida de Ferrara, uma igreja fosse tão grandiosa. Demos mais uma voltinha e encontrámos um castelinho com fosso à volta, onde agora estão umas fontes que o deixam bem bonito. Mas estava tudo muito mal aproveitado e sujito. Decidimos regressar ao carro para verificar que não sabíamos onde estava. Como disse antes as ruas eram todas iguais umas às outras o que tornou impossível a criação de pontos de referência. Conseguimos encontrá-lo ao fim de quase duas horas de andarmos de um lado para o outro, e já com muito cansaço em cima.
Prosseguimos viagem até Pádua, onde íamos dormir (e éramos para ver nas duas horas que perdemos), para no dia seguinte apanhar de lá um comboio para Veneza.
Chegados a Pádua ficámos muito desgostosos com o mau aproveitamento de uma terra tão bonita. Pádua tem igrejas lindas e um jardim magnífico com estátuas a rodear um rio. É uma daquelas imagens que, quando a vi no planeamento de férias disse: "bolas! que lindo quero ir lá". Fomos lá, fomos mesmo a esse sítio desse jardim, para apanharmos um grande desgosto. O rio estava sujo de garrafas e outras coisas que mandam para lá. O jardim cheio de malta com mau aspecto que atira as tais garrafas e coisas para o rio, as igrejas estão meio abandonadas e pouco cuidadas e as estátuas do tal jardim foram todas vandalizadas e partiram-lhes uma mão a todas. Dentro de uma parte com muralhas decidiram colocar a zona industrial... Enfim uma grande tristeza porque é uma terra com um enorme potencial turístico mas com um ainda maior mau aproveitamento.
Para compensar o hotel (Best Western Biri) era excelente e a noite foi bem dormida.