De manhã fomos até à piazza de S. Marco. Fomos para a fila de visita à Basílica que estava com água à volta e por isso tínhamos de passar por cima de tábuas para poder entrar. A basílica é lindíssima e encontra-se em perigo de ruir (não já, mas no futuro). Está constantemente a precisar de obras de restauro já que se encontra construída em terreno instável. Caso não encontrem solução o seu futuro é afundar...
Este ano subimos à basílica para ver o terraço onde estão os famosos cavalos. Os Cavalos originais não são os que estão expostos na fachada, esses estão dentro do museu da basílica protegidos da poluição. Os cavalos da fachada são réplicas, bastante fiéis.
Fomos almoçar a um restaurantezinho perto da Piazza de S. Marco o Ristorante Piccolo Martini, onde se come muito bem e se é muito bem atendido.
Passámos a tarde a saborear Veneza, vimos, inclusivamente uma perseguição policial a uns vendedores de rua. A nossa filha deu Hi5's a gondoleiros e divertiu-se muito. Ao final da tarde, já cansados, decidimos fazer o nosso passeio de Gondola. Como era o final da tarde o preço encarece (foram 100 euros, há dois anos pagámos 80 euros). Fomos a um cais de gôndolas para ver se aparecia alguma. Saiu um gondoleiro com cara de poucos amigos. Não vendo mais nenhum, ao fim de um tempo fomos falar com ele para sasber quanto era o "giro" e como era (já sabíamos mas gostamos de falar com eles antes para avaliar a simpatia). Era antipático. Dissemos que não e fomos procurar outro. Num outro cais ficámos parados a observar os gondoleiros antes de ir falar com eles. Estavam dois divertidos um com o outro. Um saiu e ficou um mais velho que brincava com os que passavam e até deixou umas crianças entrarem na gôndola só para tirarem fotos. Achámos que era simpático e fomos falar com ele. Percebemos que era como o mestre do que tinha saído e era o outro que nos ía levar. Também ele muito simpático. Foi uma boa volta de gôndola. O gondoleiro cantou, foi dizendo algumas coisas da história de Veneza. Mesmo não sendo tão falador, nem tendo tido uma viagem tão calma como há dois anos (este ano havia mais movimento nos canais), foi muito bom.
Saíndo da gôndola andámos um pouco até um restaurante perto do nosso hotel. Comemos muito bem na última refeição em Veneza.
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sábado, 27 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Dia 28: Ferrara, Veneza e Burano... Tantas cores
Dormimos em Bolonha no agradável, e bem em conta, hotel Imperial. De manhã fomos para Ferrara que se auto-denomina "Cittá delle Biciclette". Já lá tínhamos ido há dois anos mas, como nos perdemos umas duas horas na procura do carro, ficámos com uma sensação amarga relativamente à terra. Voltámos lá para a rever com os olhos de quem não se perde. É uma terra simples e o que mais fascina é, de facto, a quantidade de bicicletas que circulam e a forma como as utilizam: Senhoras de salto alto, velhinhas que mal conseguem andar mas pedalam como profissionais. Eles usam a bicicleta para passear com os filhos ou para ir às compras. É fantástico. Há dois anos não entrámos no Duomo, já não me lembro porquê, apenas a vimos olhando de fora para dentro e considerámo-la grandiosa e linda. Este ano entrámos e verificámos que é, de facto, grandiosa e linda. Almoçámos no mcdonalds (para corrigir o erro de há dois ano)e fomos ver o exterior do castelo, onde vimos Carpas gigantescas.
Seguimos para a apaixonante e totalmente única Veneza. Desta vez fomos de carro até lá. Deixámos o carro num parque de estacionamento interior logo após passarmos a ponte, apanhámos o comboio e seguimos, por cerca de 1 km até ao nosso hotel. Descobrimos mais tarde que perto do hotel existe um barco que liga quase directamente ao parque de estacionamento.
O nosso hotel era o Bed&Breakfast Aqua Venice. Muito simpático e acolhedor. Recomendo.
Depois de largarmos as malas fomos passear um pouco pelas ruas de Veneza. Ao final da tarde decidimos apanhar um barco e viajar até à ilha de Burano que foi uma completa e agradável surpresa. A ilha de Burano fica a cerca de meia hora de viagem marítima desde Veneza. É uma pequena ilhota que também possui alguns canais e com a característica única de ter as casas todas de cores diferentes e, maioritariamente, berrantes. Torna-se encantadora. A torre da igreja de Burano está, também ela, inclinada. Começa a ser algo muito habitual por Itália. O Por-do-sol foi fantástico, muito cor-de-laranja. Parece uma terrinha de fantasia. Gostámos tanto que ficámos por lá a apreciar e a tirar fotos e acabámos por jantar lá.
Voltámos a Veneza fazendo a viagem de barco à noite. Passando pela ilha dos mortos, Isola de San Michele, (o cemitério de Veneza que fica numa ilha criada especialmente para o efeito e há noite é assombrador passar por lá). Percorremos as ruas de Veneza à noite, que se torna ainda mais encantadora pois a maioria dos turista deixa de estar lá, e fomos dormir ao nosso B&B.
Seguimos para a apaixonante e totalmente única Veneza. Desta vez fomos de carro até lá. Deixámos o carro num parque de estacionamento interior logo após passarmos a ponte, apanhámos o comboio e seguimos, por cerca de 1 km até ao nosso hotel. Descobrimos mais tarde que perto do hotel existe um barco que liga quase directamente ao parque de estacionamento.
O nosso hotel era o Bed&Breakfast Aqua Venice. Muito simpático e acolhedor. Recomendo.
Depois de largarmos as malas fomos passear um pouco pelas ruas de Veneza. Ao final da tarde decidimos apanhar um barco e viajar até à ilha de Burano que foi uma completa e agradável surpresa. A ilha de Burano fica a cerca de meia hora de viagem marítima desde Veneza. É uma pequena ilhota que também possui alguns canais e com a característica única de ter as casas todas de cores diferentes e, maioritariamente, berrantes. Torna-se encantadora. A torre da igreja de Burano está, também ela, inclinada. Começa a ser algo muito habitual por Itália. O Por-do-sol foi fantástico, muito cor-de-laranja. Parece uma terrinha de fantasia. Gostámos tanto que ficámos por lá a apreciar e a tirar fotos e acabámos por jantar lá.
Voltámos a Veneza fazendo a viagem de barco à noite. Passando pela ilha dos mortos, Isola de San Michele, (o cemitério de Veneza que fica numa ilha criada especialmente para o efeito e há noite é assombrador passar por lá). Percorremos as ruas de Veneza à noite, que se torna ainda mais encantadora pois a maioria dos turista deixa de estar lá, e fomos dormir ao nosso B&B.
![]() |
| A multicolor Burano |
Local:
Veneza, Italy
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Dia 18:
La Bella Venecia
Levantámos cedo para apanhar o comboio de Pádua para Veneza. Para a Beatriz foi logo uma alegria a ideia de ir andar de comboio pela primeira vez num a sério. Ficou ainda toda contente quando me apercebi que o seu primeiro dentinho definitivo estava, finalmente, a aparecer.
O meu espírito para ir ver Veneza era "de pé atrás”. Ouvi muitas vezes, como muitos terão ouvido, que não merece visita, que aquela ideia romântica que temos de Veneza se desvanece quando se chega lá e se apanha com milhares de turistas que nos impedem de ver as coisas e com o mau cheiro nos canais para onde, dizem, entram os esgotos. Indo para lá em Agosto e com temperaturas a rondar os 40 graus fiquei ainda mais preocupada, mas, e apesar do Nelson ter chegado a propor passarmos Veneza à frente eu sempre fiz questão de ir e também fazia de andar de gôndola, porque, afinal, é a única cidade onde isso pode acontecer. Em buscas pela Internet sempre li que os gondoleiros eram aldrabões, mal educados e que um passeio de gôndola, de 30 minutos, ficava entre 150 e 200 euros (100 se tivéssemos sorte). Assim ia preparada para tentar regatear os 100 euros.
A viagem de comboio até Veneza foi desinteressante mas logo ao sair da estação de destino deparamo-nos com um grande canal à nossa frente cheio de barcos e gôndolas. Não havia qualquer mau cheiro nos canais e turistas, havia muitos, claro. Esqueci-me deles ao seguir as placas para a piazza de S. Marcos. A cada curva havia uma surpresa. A cada ponte uma gôndola e uma imagem romântica e bonita. A cidade é mais do que os canais e gôndolas. A meio do caminho almoçamos, ao lado do Grande Canal. O almoço foi óptimo e bem italiano, apesar de termos sido atendidos por 2 indianos e uma chinesa. Enquanto estávamos a almoçar um pardalito pousou-nos descaradamente na mesa e dirigiu-se, como se nada se passasse ao prato da nossa filha de onde roubou uma tirinha de spaghetti a carbonora. Depois voltou, limpou o bico à toalha e voltou a roubar mais uns bocados.
A Piazza de S. Marcos e a Catedral são das coisas mais bonitas que já vi. A catedral é-o tanto por dentro como por fora, com muito dourado e uma grandeza extraordinária.
Decidimos ficar a tomar um refresco na piazza de S. Marcos. Foi o mais caro refresco da nossa vida mas que nos soube tão bem. Numa praça linda, com uma catedral maravilhosa à frente, um local de embarque das gôndolas e ainda o privilégio de música ao vivo, com piano, contrabaixo e dois saxofones.
Decidimos embarcar num autocarro (no caso será um autobarco ;) ) para ver o grande canal e voltar aos pequenos de modo a tentarmos a sorte para as gôndolas.
Já a pé, de passeio pelas zonas menos turísticas de Veneza encontrámos algumas igrejinhas simpáticas e um jardim com parque infantil. Regressámos à zona da estação para enveredarmos pelo caminho anterior e procurar as gôndolas. Vimos dois gondoleiros no final de uma pequena ponte e, hesitando, lá perguntámos quanto era o "giro". A resposta foi 80 euros. Achei que devia de ser por 5 minutos, ou algo assim... perguntei o tempo e o percurso. Disse-me entre 25 e 30 minutos passando um pouco no grande canal e indo para os pequenos. Nem procurámos mais e entrámos. O gondoleiro era uma simpatia, fez-nos visita guiada em espanhol e ainda cantou um bocadinho. Era giro vê-lo meter-se com os outros gondoleiros com quem se cruzava e até com as pessoas que conhecia. O passeio foi lindo. Foi um descobrir diferente de Veneza. Depois de me ter encantado pelas ruas a pé, cheias de magia ainda que cheias de turistas, entrei nas verdadeiras ruas de Veneza, sem o som de um motor. Éramos nós, o som da água e do gondoleiro. Como pano de fundo tínhamos o som de outros barcos e, ainda mais esbatido, o das ruas.
Não sei se a minha experiência de Veneza foi diferente da de tantos outros que leio e ouço muito negativas, mas eu senti Veneza como uma cidade única, porque o é, com tanta coisa bonita e, mesmo cheia de turistas, muito romântica.
Saídos da gôndola e dirigimo-nos à estação para apanhar o comboio de volta a Pádua, para ir embora daquela cidade mágica e única com um sorriso no rosto e a vontade de lá ficar.
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