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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dia 32: Mantua, Sabionetta e Castell'Arquato

De manhã parámos em Mantua que já é uma cidade. Lá dentro é agradável. Tem uma grande praça e muitos restaurantes. Por ser uma terra de estudantes tem mais restaurantes que turistas de modo que os empregados se tornam um tanto chatos a tentar atrair a clientela. Acabámos por almoçar no único restaurante onde não nos chatearam, mesmo ao lado do mcdonalds.
Passámos depois por Sabbioneta. Uma terrinha pequenita e bonita, apesar de ter pouco para ver. Se tivéssemos mais tempo poderíamos ter visitado a sinagoga, mas não deu para isso.
Seguimos então para Castell'Arquato, uma bonita terrinha medieval que dá a ilusão de ser muito mais alta do que na verdade é. Começámos a subir e, olhando para cima, vi um senhor de idade a regar as flores que tinha nas janelas (em Itália existe o agradável hábito de ter flores em todas as janelas, tornando as terras ainda mais bonitas), o senhor olhou para mim, deu-me um grande sorriso e disse "bonna sera!". Sendo as últimas horas de Itália, e já com saudades desta forma genuína e simpática de receber, fiquei encantada com a simpatia. Pensámos que nos ia custar subir até ao Castelo e, afinal, mal demos por isso já lá estávamos. No cimo da terra há um pequeno jardim ao qual deram o nome em homenagem a João Paulo II. Ficámos lá sentados durante um tempo, a ver a paisagem, as flores, os pombos e corvos que voavam, até aparecer uma velhinha que, pelo olhar triste que nos deu, nos pareceu teria o hábito de sentar-se todos os finais de tarde no banco que ocupávamos. Então, antes que ela chegasse a outro banquinho, saímos dali e verificámos que era mesmo para lá que ela ia. Descemos e seguimos viagem até ao nosso hotel, Stadio-Hotel, em Piacenza.

Praça de Mantua

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dia 31: Gardaland

O Gardaland não pode faltar nas férias de Itália para quem, como nós, tem crianças. É a felicidade infantil. Um dia passado no maior parque de diversões de Itália. Foi, tal como há dois anos, um dia muito divertido e saímos de lá já com noite cerrada. Chegámos ao hotel depois da meia noite para dormir na cama desconfortável.

domingo, 28 de agosto de 2011

Dia 30: Sirmione entre esculturas e cisnes

Partimos de Veneza já com saudades. Apanhámos o barco quase directo ao nosso parque de estacionamento e seguimos viagem até Sirmione, no escroto do Lago Garda (vejam a imagem do Lago para perceber).
Em Sirmione fizemos a "passeggiata romantica", à beira lago a ver os cisnes. Apanhámos com crianças estúpidas que atiravam pedras ao cisnes (e pais ainda mais estúpidos que nada faziam). Vimos uma cena inacreditável de um casal do que nos pareceram ser americanos e seus 3 filhos que, tendo um lago enorme com águas limpas (onde andam peixes e cisnes), com zonas privilegiadas de praia, foram tomar banho para um local onde saía directamente o esgoto (local onde um tubo gigantesco, bem visível, estava roto). Toda a gente ficava a olhar para eles com ar de "What the F*ck!?" e eles olhavam para nós com ar de "porque raio está tudo a olhar para mim?"... a única explicação que tenho é o facto daquela ser uma terra com termas e eles terem achado que aquela água mais quente era termal... não tenho explicação para terem ignorado o cheiro.
Fomos até à ponta da terrinha ver a vista. Voltámos para trás e passámos pelo Jardim Maria Callas. O nome do jardim deve-se ao facto da casa de férias de Maria Callas estar logo ali ao lado. Uma casa grande e bonite que se encontra actualmente à venda (interessados? fiquei com uma foto do anúncio ;)).
Seguindo o som da música fomos jantar a uma pracinha onde uma banda tocava ao vivo (parou pouco depois de sentarmos, o que foi uma pena), e comemos uma belíssima pizza. Sirmione, por já estar preto da fronteira com a Áustria e a Suíça acaba por ter lá mais gente a falar alemão do que italiano e o ambiente perde aquele calor latino. Apesar disso os empregados continuam muito simpáticos e brincalhões.
Ficámos hospedados no hotel Villa Pagoda que NÃO recomendamos a ninguém. Foi o único hotel das férias que não gostámos. As camas eram muito desconfortáveis, não tinham nem ar condicionado nem ventoínha, o duche era horrível... enfim, não tinha nada a seu favor além da localização e do estacionamento (que também tinha muito poucos lugares e acabámos por deixar o carro do lado de fora do portão).

Cisnes em Sirmione

sábado, 27 de agosto de 2011

Dia 29: Pelos encantos de Veneza

De manhã fomos até à piazza de S. Marco. Fomos para a fila de visita à Basílica que estava com água à volta e por isso tínhamos de passar por cima de tábuas para poder entrar. A basílica é lindíssima e encontra-se em perigo de ruir (não já, mas no futuro). Está constantemente a precisar de obras de restauro já que se encontra construída em terreno instável. Caso não encontrem solução o seu futuro é afundar...
Este ano subimos à basílica para ver o terraço onde estão os famosos cavalos. Os Cavalos originais não são os que estão expostos na fachada, esses estão dentro do museu da basílica protegidos da poluição. Os cavalos da fachada são réplicas, bastante fiéis.
Fomos almoçar a um restaurantezinho perto da Piazza de S. Marco o Ristorante Piccolo Martini, onde se come muito bem e se é muito bem atendido.
Passámos a tarde a saborear Veneza, vimos, inclusivamente uma perseguição policial a uns vendedores de rua. A nossa filha deu Hi5's a gondoleiros e divertiu-se muito. Ao final da tarde, já cansados, decidimos fazer o nosso passeio de Gondola. Como era o final da tarde o preço encarece (foram 100 euros, há dois anos pagámos 80 euros). Fomos a um cais de gôndolas para ver se aparecia alguma. Saiu um gondoleiro com cara de poucos amigos. Não vendo mais nenhum, ao fim de um tempo fomos falar com ele para sasber quanto era o "giro" e como era (já sabíamos mas gostamos de falar com eles antes para avaliar a simpatia). Era antipático. Dissemos que não e fomos procurar outro. Num outro cais ficámos parados a observar os gondoleiros antes de ir falar com eles. Estavam dois divertidos um com o outro. Um saiu e ficou um mais velho que brincava com os que passavam e até deixou umas crianças entrarem na gôndola só para tirarem fotos. Achámos que era simpático e fomos falar com ele. Percebemos que era como o mestre do que tinha saído e era o outro que nos ía levar. Também ele muito simpático. Foi uma boa volta de gôndola. O gondoleiro cantou, foi dizendo algumas coisas da história de Veneza. Mesmo não sendo tão falador, nem tendo tido uma viagem tão calma como há dois anos (este ano havia mais movimento nos canais), foi muito bom.
Saíndo da gôndola andámos um pouco até um restaurante perto do nosso hotel. Comemos muito bem na última refeição em Veneza.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dia 28: Ferrara, Veneza e Burano... Tantas cores

Dormimos em Bolonha no agradável, e bem em conta, hotel Imperial. De manhã fomos para Ferrara que se auto-denomina "Cittá delle Biciclette". Já lá tínhamos ido há dois anos mas, como nos perdemos umas duas horas na procura do carro, ficámos com uma sensação amarga relativamente à terra. Voltámos lá para a rever com os olhos de quem não se perde. É uma terra simples e o que mais fascina é, de facto, a quantidade de bicicletas que circulam e a forma como as utilizam: Senhoras de salto alto, velhinhas que mal conseguem andar mas pedalam como profissionais. Eles usam a bicicleta para passear com os filhos ou para ir às compras. É fantástico. Há dois anos não entrámos no Duomo, já não me lembro porquê, apenas a vimos olhando de fora para dentro e considerámo-la grandiosa e linda. Este ano entrámos e verificámos que é, de facto, grandiosa e linda. Almoçámos no mcdonalds (para corrigir o erro de há dois ano)e fomos ver o exterior do castelo, onde vimos Carpas gigantescas.
Seguimos para a apaixonante e totalmente única Veneza. Desta vez fomos de carro até lá. Deixámos o carro num parque de estacionamento interior logo após passarmos a ponte, apanhámos o comboio e seguimos, por cerca de 1 km até ao nosso hotel. Descobrimos mais tarde que perto do hotel existe um barco que liga quase directamente ao parque de estacionamento.
O nosso hotel era o Bed&Breakfast Aqua Venice. Muito simpático e acolhedor. Recomendo.
Depois de largarmos as malas fomos passear um pouco pelas ruas de Veneza. Ao final da tarde decidimos apanhar um barco e viajar até à ilha de Burano que foi uma completa e agradável surpresa. A ilha de Burano fica a cerca de meia hora de viagem marítima desde Veneza. É uma pequena ilhota que também possui alguns canais e com a característica única de ter as casas todas de cores diferentes e, maioritariamente, berrantes. Torna-se encantadora. A torre da igreja de Burano está, também ela, inclinada. Começa a ser algo muito habitual por Itália. O Por-do-sol foi fantástico, muito cor-de-laranja. Parece uma terrinha de fantasia. Gostámos tanto que ficámos por lá a apreciar e a tirar fotos e acabámos por jantar lá.
Voltámos a Veneza fazendo a viagem de barco à noite. Passando pela ilha dos mortos, Isola de San Michele, (o cemitério de Veneza que fica numa ilha criada especialmente para o efeito e há noite é assombrador passar por lá). Percorremos as ruas de Veneza à noite, que se torna ainda mais encantadora pois a maioria dos turista deixa de estar lá, e fomos dormir ao nosso B&B.

A multicolor Burano

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dia 27: San Miniato al Monte, Bolonha

O Duomo visto do Cemitério de San Miniato al Monte
Despedindo-nos do nosso belo hotel carregámos as malas os tais 800 metros até à garagem do nosso carrito e fomos para a despedida final de Florença em San Miniato al Monte. San Miniato al Monte é uma antiga igreja com cemitério e jardins. Tem um largo de estacionamento com miradouro para Florença. De lá temos a melhor vista de Florença. Tomámos café, tirámos fotos, comprámos t-shirts numa das bancas (esta de um brasileiro) e partimos em viagem até Bolonha.
Bolonha é uma cidade muito bonita. Tem uma praça central com uma igreja (que estava em obras), fonte, monumento aos que morreram nos campos de concentração nazi. Tem duas torres inclinadas, cada uma para seu lado. Infelizmente notam-se problemas com imigrantes (ilegais?) e a terra começa a ter mau ambiente e a ficar ligeiramente mais suja que o habitual em Itália.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dia 26: Basílica de Santa Croce, Galleria Degli Uffizi e Galleria Dell'Accademia

Passámos a manhã na Basílica de Santa Croce onde por 5 euros se pode entrar e ver diversas obras e frescos de autores como Donatello ou Giotto, e os túmulos de diversas personalidades, entre elas Galileo, Maquiavel, Rossini ou MichelAngelo. A Basílica é lindíssima, cheia de obras de arte, sendo, parte dessas obras de arte, os diversos túmulos que lá se encontram. Toda a igreja tem túmulos pelo chão. Fez-me um pouco confusão que as pessoas não evitassem pisá-los (o que muitas vezes não era possível pois ocupavam todo o chão) e, pior que isso, não evitassem que os seus filhos arrastassem os pés e saltassem em cima dela. Desde pequena que fui educada a respeitar vivos e mortos porque os mortos um dia estiveram vivos e porque existem descendentes deles e de quem os amou... Sei que muitos daqueles túmulos são bem anteriores ao século XIX e, como tal, talvez nem exista ninguém que guarde a memória, passada de geração em geração, daquela pessoa que ali se encontra, mas isso não invalida o facto de ali estar uma pessoa e essa vida que foi deve ser respeitada... foi assim que me educaram, é assim que tento educar a minha filha.
Na parte do claustro da basílica há diversas portas: uma dá para a Capela Pazzi , outra para o Museu dell'Opera de Santa Croce, onde, além de diversas obras de arte, existem monitores informativos que nos mostram as obras de restauro que estão a ser feitas, ou pensadas, na Basílica. Uma outra porta dá para uma parte inferior que é um tipo de cemitério interior. Na parte exterior do Claustro existem diversos memoriais, um deles a Florence Nightingale que nasceu em Florença (recebendo da cidade o seu nome) e morreu em Londres (onde se encontra enterrada). Por toda a Basílica podem tirar-se fotografias.
Fomos almoçar novamente à "Tavernetta della signoria", comemos uma melancia de copo fabulosa, e seguimos para a Galleria Degli Uffizzi com pré-marcação de bilhetes feita através do hotel. Sem filas lá entrámos no átrio da Galeria passando pelos "controlos de aeroporto" (não se pode levar água para dentro da galeria). Antes de entrarmos na porta definitiva fomos à casa de banho e perdemos os bilhetes. Já desesperados por achar que tínhamos de ir para uma fila (e pagar novamente 30 euros (por dois bilhetes)), o que nos ia impedir de ainda visitar a Galleria Dell'Accademia (onde está o David), fomos chamados pelos seguranças pois um senhor, que falava francês, tinha encontrado os nossos bilhetes e os tinha ido entregar... Uma sorte, portanto.
A Galeria Uffizi é enorme. Tem imensas obras de arte, entre elas a ilustre "O Nascimento de Vénus" de Sandro Botticelli. Nas Uffizi não se podem tirar fotos ou vídeos. Acabámos por ter de apressar um pouco a visita para termos tempo de ir à Galleria Dell'Accademia ver o David. A ida à Galleria Dell'Academia, e o pagar de 10 euros, é mesmo só para ver o David original, à porta do Palazzo Vecchio está uma cópia bastante boa, dado que as restantes obras lá expostas têm pouco interesse (pelo menos para nós). O David é estrondoso. Gigantesco e absolutamente perfeito. O facto de ter sido levado para o interior de uma galeria (era ele que estava originalmente à porta do Palazzo Vecchio mas isso estava a estragá-lo) preserva-o. Soube que o mesmo foi encomendado a vários autores antes de MichelAngelo, mas todos recusaram fazê-lo. Assim o bloco de mármore com o qual foi feito ficou abandonado no Claustro do Duomo de Florença por 25 anos, altura em que Michelangelo aceitou pegar nele e fazer a obra... o David deveria ter sido ainda maior, mas o facto do bloco de mármore ter estado ao abandono danificou-o. Também aqui não era possível a captação de imagens.
Depois de vermos o David fomos comer um novo gelado à mesma gelataria maravilhosa, passear pela bela "Firenze", ver o por do sol e jantar, pela última vez, no "Il David".
Por-do-Sol em Florença

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dia 25: Jardins de Boboli e passeio por Florença

Fomos de manhã para o Palazzo Pitti para visita aos jardins. A fila para compra de bilhetes não era muito grande e por isso não sentimos necessidade de fazer uma pré-reserva. O Palácio Pitti foi a antiga residência dos Grão-duques da Toscana, os Medici, e os jardins do mesmo foram projectados, para os Medici, após a compra do palácio e a sua abertura ao público deu-se em 1766.
Os jardins são grandiosos e têm uma vista fabulosa para Florença, e o Duomo e também para San Miniato Al Monte. Este ano os Jardins estavam com falta de água e pareciam um tanto desleixados. Apesar disso proporcionam um passeio agradável e bonito.
Depois de sairmos dos Jardins atravessámos a mística ponte Vecchio e fomos almoçar à "Tavernetta della signoria" perto da Piazza della Signoria. É um restaurante com uma decoração típica e agradável, com muita simpatia no atendimento, grande sala de refeição e comida saborosa e mais barato que a nossa eleição do jantar. Passeámos pelas ruas, passámos pelo Duomo, fomos até à Basílica de Santa Maria Novella onde decidimos ir a uma simples gelataria na esquina da Piazza Santa Maria Novella, comprar gelados para comer sentados nos bancos da referida Piazza... São os melhores gelados que já alguma vez comi e em Itália já comi gelados excelentes. Se forem a Florença passem na Piazza de Santa Maria Novella e vão à gelataria que lá existe mesmo na esquina (é a única e fácil de encontrar). É divinal.
Passámos na Piazza della República para a pequenota aproveitar umas voltinhas no Carrossel permanente que lá têm e fomos jantar novamente ao "Il David" onde os empregados nos reconheceram logo e voltámos a ter uma excelente refeição. Passeámos um pouco pela cidade, cruzando-nos com um dos empregados do restaurante que nos cumprimentou como se fossemos velhos amigos, provocando-nos a sensação de pertença e voltámos ao hotel passando ao lado das belas pontes Vecchio e Santa Trinitá.

Ponte Vecchio (e o seu reflexo) à noite


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dia 24: Arezzo e Florença... Uma paixão.

Praça Principal de Arezzo
De manhã seguimos para Arezzo onde andámos "perdidos" por alguns minutos tendo encontrado o Duomo, achando a terra bonitinha, mas sem ver nada de especial que lhe desse aquele toque especial da maioria das terras que seleccionámos para visitar, até que fomos parar à praça principal e verificámos que é linda!
Arezzo tem muitas ruas e ruelas, tudo muito antigo e bonito, tem muitas igrejas e acaba por ser interessante mas a praça principal, onde há um grande largo com lojas ao redor, algumas delas entre arcadas, e uma igreja como ponto de destaque, dá-lhe o tal toque especial. Já sendo tarde para almoço tivémos a felicidade de encontrar um restaurante que ainda estava a servir, ali entre as arcadas. Comemos muito bem e não teria sido caro se não tivéssemos tomado café (foi 4 euros cada café e só nos apercebemos quando pagámos). A partir desse dia passámos a ter o cuidado de olhar para o preço do café antes de o pedir no final da refeição.
Prosseguimos viagem com destino a Florença. Com o fechar de olhos da polícia entrámos em ruas só para moradores para poder estacionar o carro numa garagem a 800 metros do nosso hotel que ficava do outro lado do rio. Depois de deixar o "carrolas" bem entregue, fomos carregados aqueles 800 metros. Atravessámos a linda ponte Santa Trinitá, com vista para a fabulosa Ponte Vecchio e poucos metros depois de a atravessarmos chegamos à porta de um hotel, hotel "Antica Torre di via Tornabuoni n° 1" que tinha o mesmo nome que o nosso mas com um aspecto muito luxuoso. Entrámos pensando que exitiria um "nº 2" esse seria o nosso. Fomos recebidos de forma muito simpática pela recepcionista que nos fez o chek in e nos disse que nos acompanharia ao nosso quarto. Levou-nos ao quarto piso e ao quarto nº 404. A vista do quarto era esplendorosa para o duomo, e havia uma segunda janela com vista para a Ponte Santa Trinitá. Ficámos assim siderados num quarto de hotel muito luxuoso, com uma vista fabulosa. O hotel possui ainda um terraço, onde existe o restaurante e um bar, com vista panorâmica para a cidade.
Fomos passear um pouco pelas ruas da cidade e decidimos depois jantar junto ao Palazzo Veccio. Encontrámos um "ristoranti" com o nome "Il David" e decidimos arriscar aí. Era fantástico. Os empregados hiper simpáticos e a comida muito saborosa. Apesar de ser caro acabámos por regressar lá nas restantes noites em que ficámos em Florença, porque compensava o que se pagava.

domingo, 21 de agosto de 2011

dia 23: Festa del Duca em Urbino

Dia só para Urbino. Fomos de manhã para a festa. Comemos massas especialidade da zona (e arrependemo-nos pois devíamos ter continuado apenas na nossa pizzaria), passeámos pelas ruas durante o dia. Vimos o anúncio do início dos festejos para esse dia, no qual se dirigiram a nós como "cidadãos de Urbino". Voltámos a regressar ao passado. Passeámos muito, ouvimos muita música, divertimo-nos. Bebemos cerveja e voltámos à pizzaria ao jantar. No final espreitámos o fogo preso (que tinha entrada paga ou por convite, não chegámos a entender, mas dava para espreitar de fora). E saímos de Urbino já bem de noite, ainda com a música medieval a soar pelas ruas e já com muitas saudades por deixar essa terra completamente mágica. Urbino é lindo, a Festa del Duca é apaixonante. A festa é uma tradição recente, começou apenas em 1982 durante os festejos do centenário da morte do Duque Federico Montefeltro e todos os anos é revivido um acontecimento diferente do ducado dos Montefeltro.
Não conhecemos Urbino sem ser na Festa del Duca, mas pelo aspecto da terra vemos que, sem festa, é muito bonita, ao estilo Voltera, ou San Gimignano, ou tantas outras que existem em Itália e são preservadas com muito amor e de forma fantástica e ainda bem... quem me dera que todos os povos amassem as suas origens, as suas coisas, da forma como nos parece os Italianos fazem. Tudo é mantido. As casas não são velhas, são antigas e amadas. São mantidas e o carácter das terras, e do povo, mantém-se num mundo cada vez mais uniformizado, num mundo onde, aqueles que querem respeitar o passado vivendo no futuro, são considerados nostálgicos e retrógrados. Os Italianos vivem no futuro mas mantêm e respeitam o passado. Isso nota-se nas pequenas terras, nas grandes cidades. Na forma como tratam os velhos e como sorriem às crianças. Os Italianos vivem o presente sem medo de respeitar o passado e de ter esperança no futuro, e as terras deles, a forma como tratam as suas gerações, são amostra disso mesmo.

sábado, 20 de agosto de 2011

Dia 22: Assis, Gubbio, Urbino... um dia excelente

Acordámos no nosso hotel Colle Degli Olive, perto de Assis. Um hotel simpático mas, por estar localizado no campo, com um grande problema com os insectos. Usando repelente tudo se resolve.
De manhã fomos visitar a basílica de S. Francisco de Assis que, mais uma vez, nos espantou pela grandiosidade.  Em quase todas as igrejas e catedrais italianas, em especial nas cidades com muitos turistas, existe um local reservado apenas à oração, e considero isso delicioso e muito respeitador para com os verdadeiros fiéis. A sepultura de S. Francisco de Assis fica na cave da basílica e é de visita gratuita e, obviamente, cheia de peregrinos. Apesar de Assis ser uma cidade muito turística, o seu turismo é, na grande maioria, religioso de modo que existe um grande respeito pela fé alheia e, mesmo entre curiosos, quem visita a sepultura de Francisco de Assis consegue fazê-lo com fé, rezando e fazendo os seus rituais próprios.
Depois da visita à Basílica fomos visitar Gubbio. É uma bonita cidade medieval. Almoçámos muito bem num restaurante/pizzaria numa recanto e fomos procurar o teleférico para subir até à Basílica de S. Ubaldo. Foi uma viagem muito emocionante, dado que o teleférico é muito semelhante ao que existe no nosso Jardim Zoológico mas pelo enorme monte acima. Na Basílica de S. Ubaldo está exposta a múmia de S. Ubaldo, coisa que eu não sabia e nem nas minhas pesquisas me apareceu. Sobre o santo acabei por saber muito pouco, apenas que foi bispo de Gubbio.
Prosseguimos até uma terra que já conhecíamos e cuja festa nos moldou todo o percurso de férias porque queríamos mesmo lá ir. Urbino. Urbino é das terras medievais mais bonitas que já vimos e há dois anos tivémos a sorte de passar por lá durante a sua "festa del duca". Não sabíamos nada sobre tal acontecimento, mas ficámos espantados com a qualidade do mesmo. Este ano fomos procurar em sites turísticos quando era. É difícil de encontrar informação, mas ficámos a saber que é anual e acontece sempre no 3º fim-de-semana de Agosto. Assim sendo marcámos urbino para as noites de Sábado e Domingo de modo a apanharmos dois dos dias de festa e ainda bem que o fizemos. A festa é espantosa. Inicia todos os dias com o anúncio feito pelo orador, um velhote, vestido à época, acompanhado de diversos senhores e casais nobres, anuncia, com um pergaminho, o que se vai passar nesse dia. É lindo. Há imensa gente envolvida (arriscaria dizer que eram todos os habitantes de Urbino) e tudo vestido a rigor. Pelas ruas abrem-se bares "medievais" e os assentos são fardos de palha (alguns com panos ou almofadas por cima para serem mais confortáveis). Vende-se artesanato da região, também em bancas de aspecto artesanal e é até possível comprarmos fatos de época a preços simpáticos ou apenas os chapéus. Anda-se pelas ruas ao som de música medieval, encontram-se músicos em várias esquinas, pode assistir-se a espectáculos de bandeiras, existe uma praça para as crianças, onde há espectáculos de fantoches. E fecha com fogo de artifício preso.
Para jantar existe uma pizzaria fabulosa e muito barata. Vende todo o tipo de pizza à fatia (quando me lembrar do nome coloco por aqui), é fácil de encontrar, quase no cimo da rua de entrada, uma pizzaria cheia de papéis de agradecimento pelas paredes.
Comeu-se pizza, viu-se um espectáculo de fantoches, ouviu-se música, viu-se bandeiras atiradas ao ar... entrámos numa pequena portinha do tempo e fomos parar à época medieval.
Ficámos hospedados no simpático hotel La Meridiana, que, tal como o anterior tinha um grave problema com insectos.
Músicos pelas ruas de Urbino

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dia 20: Sulmona, L'aquila e Ascoli Piceno... Uma emoção

De manhã fomos visitar Sulmona que ficava a 10 minutos do nosso hotel. Ainda bem que o fizemos. Não que seja uma terra para se ir de propósito mas, estando lá por perto é muito agradável. Tem uma larga praça com uma fonte no meio e está enquadrada de um dos lados por um aqueduto e do outro por belas montanhas. Como em qualquer terra italiana que se preze tem muitas igrejas e capelas bonitas. Tomámos um cafezito na praça a olhar para as montanhas e soube muito bem.
Seguimos viagem para parar em L'Aquila e ter uma dor de alma. L'Aquila, para quem não se lembra, foi vítima de um grande terramoto a 6 de Abril 2009 que destruiu boa parte da cidade. Na altura tínhamos férias planeadas para Itália e acabámos por desistir de L'Aquila por esse motivo. Este ano decidimos passar por lá na esperança que já houvesse vida na cidade e alguns edifícios totalmente recuperados. Não há. A cidade tem meia dúzia de turistas, alguns trabalhadores, a protecção civil que lá se mantém porque continua a existir o perigo de prédios ruírem, o pessoal da associação para a reconstrução da mesma e, de resto, é uma cidade fantasma. Os negócios estão quase todos fechado, sobram 2 ou 3 cafés que servem os (re)construtores e as casas, todas ainda em perigo, estão fechadas. Ainda existem antigos moradores a viver em tendas de campanha e outros em casas temporárias fora da cidade. Foi doloroso ir lá. Se conseguirmos olhar para lá dos andaimes, rachas e buracos percebemos que a cidade era muito bonita e digna de visita e tinha, com certeza, muita vida. Entrámos numa igreja cuja cúpula ruiu toda e ainda não a reconstruíram. A igreja estava tapada a meio com uma parede. Lá dentro a caixa de esmolas pedia para a reconstrução da cidade. Colocámos todas as moedas que tínhamos na carteira. Saímos da cidade com uma grande dor de alma porque gostávamos de poder ajudar mais. Os membros da associação para a reconstrução, em conversa connosco, explicaram que inicialmente toda a gente quis ajudar mas agora a cidade foi esquecida. Já poucos lá vão, poucos querem saber, poucos ajudam por pouco que seja. A quem queira ajudar, se forem a Itália visitem L'aquila, deixem uma moeda na igreja, tomem um café ou, mesmo não indo a itália, ajudem aqui. Terminámos a nossa visita a L'aquila na fonte das 99 bicas que permanece inteira e é bem bonita.
Prosseguimos viagem até Ascoli Piceno. Do alto pareceu-nos uma cidade demasiado grande, com demasiada indústria e feia. Apesar de lhe vermos algumas torres de igreja, assim de longe não parecia nada de especial. Fomos até ao nosso hotel num monte próximo e decidimos ir jantar a Ascoli Piceno. Sem grande fé que aquilo fosse alguma coisa de especial, procurámos um mcdonalds que não existia e ainda bem. Por descargo de consciência decidimos então ir até ao centro para comer algo e ver "as vistas". Ascoli Piceno tem duas praças lindas! lindas lindas! vale mesmo a pena a viagem até lá. Uma das praças, que não é a principal, tem duas fontes iguais, com água fresca e muito bonitas com uma igreja ao fundo. A praça é muito bonita. A outra praça, a principal, é, por incrível que pareça, ainda mais bonita. Jantámos aí num restaurante e acabámos por gastar pouco mais do que faríamos no mcdonalds de modo que, por todos os motivos e mais alguns, ficámos muito contentes.

Praça principal de L'Aquila com pedidos de ajuda para reconstruir

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dia 19: Pela estrada fora (muito devagarinho)...

Roccascalegna
Saímos do Hotel Margherita muito felizes por lá termos estado. Decidimos subir até Ravello para ver a vista cá para baixo. Era bonito mas roubou-nos umas duas horas de viagem porque na descida ficámos parados mais de uma hora para conseguir dar uma curva por causa de carros mal estacionados e autocarros que não podiam passar. Prosseguimos viagem até Roccacasale onde íamos passar a noite para ver Sulmona mas antes decidimos ir dar uma volta, que nos tomou mais duas horas do dia, para ver Roccascalegna que nos parecia muito bonito, ao género San Leo. Não era... era uma torre no cimo de uma rocha com uma terrinha sossegada e simpática em baixo mas nada que merecesse uma viagem de duas horas para lá ir. Chegámos tarde ao hotel Ginestre em Roccacasale e, na recepção, no lugar de recepcionistas estavam dois miúdos a jogar computador. Tive pena de não saber falar italiano para me meter com eles e  pedir para fazer o check in. Como chegámos tarde  já não fomos visitar Sulmona e acabámos por jantar no próprio (muito bem, por sinal).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dia 18: Positano e descanso

Saímos de manhã e apanhámos um autocarro em sentido contrário de Praiano para Positano. Neste caso o autocarro parava mesmo à porta do nosso hotel e era mais baratinho. Os autocarros eram pequenitos mas não iam tão cheios, pelo menos às horas a que viajámos. Fizemos a viagem com a bela vista da costa Amalfitana e quando parámos tivemos de descer um pouco até Positano.
Positano é uma terrinha à beira mar, semelhante às restantes da Costa Amalfitana, com muitas lojinhas pelas apertadas ruelas e restaurantes e cafés no fundo. Comemos umas tostas num café dado que os preços eram proibitivos nos restaurantes, a não ser que optássemos pelo "take away" e, nesse caso, eram baratos. Havia imensa gente sentada nos degraus da Igreja a comer fatias de pizza e coisas semelhantes. Pensámos, inicialmente, ficar lá todo o dia e fazer um almoço barato e um jantar no restaurante "Le tres Sourelles" para o  qual tínhamos recomendação. Mas, no fim do almoço concluímos que não tínhamos muita vontade de ficar ali. Estava demasiado calor, tínhamos de esperar para fazer a digestão e depois teríamos de arranjar praia, muito provavelmente paga. Decidimos regressar ao hotel e ir para a piscina quando a digestão estivesse feita, passando por um supermercado perto e comprando umas peças de fruta, sumos, cervejas e sandes para comermos na varanda. Foi uma óptima opção. A piscina do hotel era aquecida, tinha hidromassagem e uma paisagem de chorar por mais, não estava lá ninguém e a Beatriz divertiu-se imenso, e comer na mesinha da varanda, com lua cheia e o mar por baixo, revelou-se uma experiência muito agradável.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dia 17: Amalfi

Dia passado na praia, depois da viagem no "autocarro maluco". Almoçámos no restaurante "La Galea", perto da praça principal. Durante o almoço, tal como já tinha acontecido no dia anterior, vieram uns músicos tocar e cantar. Fazem-no para pedir umas moeditas mas não são ostensivos ou desagradáveis, antes pelo contrário, é  bastante agradável comer ao som da música porque eles tocam durante bastante tempo em cada um dos locais ao contrário de muitos pedintes que fazem o mesmo. Durante a tarde na praia vimos peixinhos e deixámos que nos viessem dar "beijos" nas pernas... mal sabíamos nós que esses beijos nada mais eram do que terríveis dentadas... a sério, aquilo dói.
Nesse dia soubemos que era feriado em Amalfi. Decidimos, estupidamente, ficar para jantar. Jantámos muito bem num restaurante simpático e, no final, decidimos ir apanhar o autocarro para o qual já tínhamos bilhete... soubemos, ao fim de algum tempo de espera que o próximo só à meia noite, por causa do feriado. Eram então cerca de 10 da noite... decidimos ir de táxi já pensando que ia ser caro. Estupidamente entrámos num "mega táxi" (táxis carrinhas com uns 9 lugares de passageiros) e nem perguntámos se alguém queria partilhá-lo connosco... lá fomos... a viagem custou-nos 50 euros. O taxista era simpático e afável, mas a viagem custou 50 euros... O pensamento foi, poupou-nos  2 horas...

domingo, 14 de agosto de 2011

Dia 16: Amalfi e Atrani

Saímos de manhã do hotel para ir à praia. Decidimos experimentar, nesse primeiro dia, a praia na terra do hotel, Praiano. A praia de Praiano chama-se "Praia" e fica no fundo de uma ravina e andámos bastante para lá chegar. Lá chegados fiquei desolada. A praia é pequena, de pescadores. Cheirava mal, as pedras (não há areia, mas isso para mim não é desvantagem) tinham algum lixo e, francamente, não gostei do ambiente, das pessoas que a frequentavam. Assim subimos até meio caminho para apanhar o autocarro para Amalfi. Cada bilhete de autocarro custa 2,5 euros, o que leva a que a viagem, ida e volta, para uma família de 3 acabe por ser bastante dispendiosa. Lá fomos. A viagem é de loucos. O autocarro estava cheio, só tendo conseguido um lugar para a nossa filha e, como tal, fomos de pé. De pé não se avista o bordo da estrada e tudo o que se avista é uma grande ravina com o mar no fundo e sente-se o autocarro andar aos solavancos e a fazer curvas apertadíssimas. A sensação com que se fica é que a qualquer momento podemos cair lá em baixo. Lá chegados deparamo-nos com o problema semelhante de não saber a que praia ir dado que não era isso que estava planeado para esse dia. Verificamos que a maior parte do espaço de praia, que por si só é pequeno, pertence a concessões e a parte pública está a abarrotar. Acabámos por ir até  uma praia gratuita também ela com alguns barcos, mas a banhoca até foi agradável. A praia estava limpa e a água quente. De seguida entrámos na terrinha para ir almoçar. Demos com uma pequena praceta com alguns restaurantes. Comemos no que nos pareceu mais baratito e com lugares (coisa importante),  Trattoria La Piazeta. Comeu-se bem. Passeámos até à praça principal que tem uma linda Catedral e decidimos andar, pela estrada, até Atrani, "Il Comune piú piccolo d'Itália", que fica mesmo ali ao lado. Em Atrani achámos a praia mais bonitinha e maior (apesar de ser a mais pequena "Comune" de Itália). Como a digestão ainda não estava feita, decidimos voltar a Amalfi mas desta vez seguindo o caminho de peões, por cima da terra. Foi um passeio muito bonito e agradável. Chegados a Amalfi fomos perguntar numa das praias concessionadas como fazer para a frequentar. Ficámos a saber que aquela hora o preço seria 20 euros, se fosse para todo o dia eram 30. Decidimos pagar os 20 e reservar para o dia seguinte. Foi o melhor que fizemos. Apesar de sair uma praia cara (principalmente para quem, em Portugal, ou mesmo em Espanha, a tem de graça) acabou por ser a melhor opção. Com direito a  espreguiçadeiras almofadadas, toalha e guarda-sol, lá ficámos. Fomos tomar banho a uma praia quentinha e agradável e assim passámos o resto da tarde. O sol põe-se cedíssimo dado que aquilo fica entre montes e, quando o sol desaparece a praia fica desagradável e as pessoas vão embora. Fomos também. Estupidamente decidimos ir de imediato para o autocarro, não sabendo que toda a gente o faz aquela hora. Nesse momento passa uma qualquer onda de loucura nas, até então, pacíficas pessoas e entrar no autocarro revela-se uma enorme batalha. Quando me apercebi havia cotoveladas e apertos, toda a gente a querer entrar fosse por cima de quem fosse. Empurram velhinhas e crianças sem qualquer problema. Podia dizer que tinham sido os italianos, ou os franceses ou os americanos que por lá andavam, mas a verdade é que acho que era qualquer pessoa, até as velhinhas empurravam... Tive de agarrar na minha filha ao colo ou acho que ela era esborrachada na loucura. Lá conseguimos entrar e voltámos novamente de pé. Fiquei um pouco impressionada por ninguém se levantar para dar lugar a idosos ou crianças, era o salve-se quem puder. Voltámos a Praiano. Saímos na paragem mais perto do nosso hotel (o que significa que era bastante longe) e fomos pelo caminho a ver se havia alguma trattoria, pizzaria ou restaurante que nos servisse melhor que o do hotel. Acabámos por perguntar a uma senhora que estendia a roupa se conhecia alguma. Lá nos tentou explicar onde era durante bastante tempo. Dizia que havia uma boa trattoria um pouco longe dali e explicava como podíamos ir para lá. Enquanto o fazia uma velhinha, com graves dificuldades a andar, fez uns 5 metros durante todo o tempo da conversa. Chegando, finalmente perto de nós, exclamou algo como: "Eles são jovens, diz que é sempre em frente e à esquerda!". Lá fomos. Passámos primeiro pelo hotel para tomar um banho e nos sentirmos mais apresentáveis e seguimos pelo caminho que nos tinha dito a referida senhora (sempre em frente e à esquerda) e demos com a trattoria, no fim de uma descida inclinada (já a pensar na dificuldade da subida), perto da igreja, trattoria San Genaro. A refeição foi óptima, apesar de carota, mas pelo menos as doses  eram visíveis ;).

Atrani, Costa Amalfitana

sábado, 13 de agosto de 2011

Dia 15: O Vesúvio e a chegada à Costa de Amalfi

Acordámos cedo e partimos para fazer uma visita ao Vesúvio. Pouco depois da saída do hotel levamos um toque na traseira do carro quando paramos para dar prioridade a um apressado que entrou, a acelerar, numa rotunda. Felizmente o nosso carrolas é resistente e não tinha marcas, apesar do que nos tocou ter ficado com a frente amolgada. Após o susto prosseguimos viagem pelas loucas ruas da zona Napolitana, desviando-nos de carros que apareciam em contra mão, de outros que desatavam a fazer marcha atrás sem qualquer aviso. Enfim, não é possível descrever a loucura que é  o trânsito na zona de Nápoles e nem sequer conseguimos encontrar uma justificação plausível para tal. Não lhes falta espaço, as estradas são planas, largas e arranjadas. Não existe motivo nenhum para o facto da confusão gerada, tanto no trânsito como, tal como já referi, na sujidade que existe nas ruas.
Fugindo da loucura lá fomos até ao Monte Vesúvio que subimos. O carro foi até onde o deixaram e, daí, prosseguimos a pé. Não sem antes comprarmos o bilhete para subir o vulcão (não fazia ideia que era preciso pagar tal coisa, mas valeu a pena). No início da subida estão uns senhores que nos entregam um cajado dizendo que cada um paga o que quer no final. Os cajados são uma ajuda preciosa na subida e a subida, apesar de todo o calor que se fazia sentir, é emocionante. Vimos a cratera, a paisagem à volta e descobrimos um buraquinho onde era possível ouvir o nosso eco. Não ouvimos em mais lado nenhum, só naquele buraquito e lá metemos o Vulcão a gritar Portugal, Portugal, como bons Tugas que somos.
Depois do Vesúvio seguimos para a Costa Amalfitana. Com medo que o espírito de porcaria e má condução continuassem pela mesma lá chegámos à referida Costa levando um "baque" com a paisagem que se avista. É linda. Neste local os italianos voltam a ser mais limpinhos e menos loucos a conduzir, apesar do local em questão assustar bastante na condução. Chegámos de tarde ao nosso hotel e decidimos descansar um pouco acabando por jantar no mesmo. O Hotel é o Hotel Margherita, que é excelente em todos os aspectos menos na relação tamanhodasdosesdojantar/preço. Em tudo o resto é dos melhores hotéis onde já estivemos. São super atenciosos, a vista de todos os quartos é estrondosa, todos os quartos têm varanda, são muito limpos, muito confortáveis, o pequeno-almoço é muito bom, e, caso necessitemos, até nos estacionam o carro e vão buscar às paragens de autocarro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dia 14: Pompeia

Acordei a meio da noite e apanhei um fabuloso pôr-de-Lua... nunca tinha visto tal.
Bom, dia 12 de Agosto, 14 de férias, dirigimo-nos para a zona de Nápoles para ver Pompeia. Ao contrário de tudo o que temos visto em Itália, na zona de Nápoles são porcos (as estradas, terras e ruas são piores do que as de Espanha, muito muito porcas) e péssimos e inconscientes condutores. No trânsito não há regras. Estaciona-se em qualquer lado e conduz-se, quando necessário (ou não) em contra-mão, um terror. O objectivo na zona era ver Pompeia e o Vesúvio.
Pompeia é arrebatador. Com o Vesúvio ao fundo passeamos pelas ruínas de uma cidade que, claramente, foi  grande e cheia de vida. Dentro de "armazéns" estão as cinzas em forma de pessoas e cães, tal como morreram. Encontramos o que eram as tabernas, os palácios, o forno colectivo, o cemitério, as casas dos habitantes. Percebemos onde eram as cozinhas e os quartos... torna-se angustiante. Percorremos ruas e vemos, inclusivamente, o bordel ainda com os desenhos das posições "oferecidas" pelas prostitutas e os preços praticados. Era uma cidade, provavelmente muito importante, com muita vida, e ainda estão a descobrir coisas e ainda há tantas mais por escavar...
Passámos lá toda a tarde e dormimos no Hotel Giovanna. Giovanna é também o nome de uma das mais ricas casas encontradas em Pompeia.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia 13: Sermoneta e Norma

Saímos de Roma com o sentimento "Arriverdeci" e seguimos viagem. Parámos em Tivoli para verificarmos que nada havia para ver, além das Vilas com belos jardins mas onde se paga para entrar. Prosseguimos viagem até uma belíssima terrinha perdida no meio dos montes: Sermoneta. Já passava bastante da hora do almoço quando chegámos a uma pequena pracinha com dois ou três cafés/restaurantes. Perguntámos no primeiro se ainda serviam refeições. O senhor, simpático, disse que tinham acabado de desligar os fogões mas que nos podia arranjar um anti-pasti qualquer. Vieram dois pratos enormes cheios de coisas. Muitas coisas! Queijos, chourições, pão, bolachas, figos, uvas, outras frutas e coisas que não sabemos o que eram. Comemos deliciados acompanhados por um bela garrafa de água. A água italiana é algo que não se pode descrever... Depois do café seguimos para visitar a aldeiazinha. É linda. Parada no tempo em todos os sentidos. Como tem poucos turistas a vida dentro da aldeia segue o seu rumo natural e as pessoas comportam-se com liberdade. Os velhotes sentados à porta de casa em grupos de três ou quatro à conversa. As crianças a brincar com as bicicletas e triciclos com toda a liberdade possível. Perto do castelo, todo ele rodeado de arames com molas da roupa das diversas casas que o usam como estendal, está uma velhinha a fazer renda que nos deixa tirar-lhe fotografias. Depois atende o telemóvel, coisas da modernidade. Por uma rua estreita vem um gatinho, a miar como se não houvesse amanhã, ter connosco e a pedir festas para grande alegria da nossa pequenota. O dono chamou-o, Fausto, e ele lá foi para dentro de casa. Mais abaixo um canteiro cheio de conchinhas com um recado da neta a pedir aos turistas que não roubem as conchinhas que traz à sua avó. Num miradouro avelãs no chão que caíram de uma aveleira e que nós apanhamos e damos à nossa filha, encantada por comer frutos que estavam no chão. Dirigimo-nos para o outro lado da terra onde encontramos a igreja. Lá dentro 4 beatas rezam a Ave Maria, seguindo uma outra que dá o "primeiro mote". Assim passamos a tarde, perdidos num tempo e num espaço que não nos pertence mas nos sabe tão bem.
Seguimos viagem rodeados pelos tons laranja do pôr-do-sol que nos acompanha pela estrada cheia de curvas e contracurvas pela montanha acima, e vamos dormir a Norma no hotel Vila del Cardinale. Um hotel baratucho mas mais finório do que gostamos em termos de ambiente. Sendo norma uma zona onde se faz parapente pensámos que um hotel barato estaria invadido pelos praticantes de tal desporto. Mas Norma tem também termas e, o referido hotel estava invadido pelos "praticantes" desse outro "desporto". Mesmo com o sentimento de estarmos deslocados, era agradável. O nosso quarto, para animar ainda mais, estava localizado perto de um local  onde, no hotel, se realizam audições de piano e nesse dia tinham as referidas audições. De modo que, abrindo a janela, não só víamos o fantástico pôr-do-sol, uma paisagem fantástica (para Sermoneta no alto do monte) como tínhamos como banda sonora piano. Fomos jantar a uma pracinha não muito longe do hotel. Parámos numa café que servia pizza à fatia e comemos, todos, por apenas 7,30 euros... positivo!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

dia 12: Museus do Vaticano; Prisão de S. Pedro

Acordámos de manhã para ir aos Museus do Vaticano. Uma vez mais a fila era gigantesca, neste caso mesmo mesmo gigantesca. Tinha uns 300 metros de fila para longas horas de espera. Nós passámos, alegremente, com os nossos bilhetes pré-comprados e entrámos. Uma vez mais para se entrar tínhamos de passar pelos controlos de "aeroporto". Lá dentro começámos a nossa visita aos museus. São lindos! é quase inacreditável a quantidade de obras de arte juntas que ali estão dentro. Além das obras de arte expostas é impossível não reparar e não admirar a grandiosidade das pinturas das paredes de quase todas as salas onde as mesmas se encontram. Não faço ideia de quantos quilómetros andámos lá dentro mas foram, com certeza, muitos. As placas vão apontando em diversas direcções e sempre também para a Capela Sistina. Tentámos ver tudo e não ficarmos "obcecados" com o "destino capela". Não sei se conseguimos. Desde um museu de arte etrusca, a várias exposições de peças dedicadas a diversos deuses romanos, animais, a museu de arte contemporânea que, francamente, continuo sem entender. Olho para a dita arte contemporânea e parecem-se sempre, na sua maioria (havendo poucas excepções) quadros e esculturas de gente que gostava de ser pintor ou escultor mas que, por falta de jeito, faz umas coisas que precisam de decifração alheia (do "boneco" lá pintado) dado que não têm o dom de pintar de modo a que compreendamos o "boneco" bastando, para tal, olhar. Não é uma questão de interpretação, é uma questão de olhar e ver. Interpretação todos os quadros necessitam e os de pintores como Michelangelo, por exemplo, até precisam de muito mais, mas entendem-se os "bonecos" olhando. Bom... continuando... prosseguimos então até chegar à Capela Sistina. Com a proibição de fotografar e o pedido permanente de silêncio. Olha-se para aqueles tectos e paredes e a primeira sensação é de grandiosidade. Depois, à medida que o tempo vai passando e os nossos olhos vão percorrendo e parando nas diversas personagens e "histórias", as pinturas vão ganhando vida. Começam a parecer reais, a 3 dimensões. Parece que querem saltar das paredes, do tecto, e vir ter connosco. Parece que nos falam. Quanto mais tempo estamos lá, mais temos para ver, mais hipnotizados ficamos com a pintura.   Ela absorve-nos, chama-nos e, por vezes, angustia-nos. Fiquei com pena de não poder ir lá sozinha, deitar-me ali no chão e ficar a vê-la, horas e horas, tenho a certeza que não paravam de aparecer personagens, de "saltar" da parede de me "chamar" e "falar comigo". É mágico e magnífico. Toda a gente devia de ter a oportunidade de lá ir pelo menos uma vez durante a vida.
Saímos dos museus por volta das 3 da tarde. Fomos almoçar ao Burger King e depois apanhámos o metro para ir visitar a gruta onde S. Pedro esteve preso. Foi o único local onde esperámos mais de meia hora para entrar, apesar de termos o bilhete pré-comprado. Isto porque só podem entrar 15 pessoas de cada vez (é visita guiada) e termos chegado pouco depois de uma excursão de peregrinos vindos do México.
Entrámos com audio guia e guia pessoal. Vimos a gruta onde esteve preso S. Pedro. Soubemos que, nessa gruta escura e pequena havia, permanentemente, 25 cm de água no chão. É um local com pouco para ver mas muito para imaginar e deixa-nos um pouco angustiados ao pensar na realidade dos prisioneiros da mesma. Eram todos prisioneiros estrangeiros que, de alguma forma, representavam uma ameaça para o poder de Roma. Era o caso de S. Pedro.
Depois da visita à prisão voltámos à Fontana di Trevi para o tradicional atirar da moeda de forma a que, um dia, possamos voltar àquele mesmo local.