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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dias 33 e 34: Pela estrada fora de regresso a Portugal

Em engrenagem de regresso, no dia 31 de Agosto, saímos de Piacenza para ir dormir ao hotel onde já tínhamos estado um mês antes em Carcassone. Foi um dia muito comprido e não nos deu tempo para visitar fosse o que fosse. Deu-nos, no entanto, tempo para ficarmos completamente angustiados com a diferença de tratamento dos franceses em relação aos italianos. Não há um "facilitar" seja do que for. Em tudo parece que querem complicar a vida aos estrangeiros ou a quem tenha alguma dificuldade, por pequena que seja, com a sua língua, como se o francês fosse a língua universal que todos devem ter a obrigação de saber... enfim... fora um ou outro rapazito que atende no mcdonalds, não existe um pedaço de simpatia... é frustrante, em especial depois de sair de Itália. Torna-se até sufocante e deixa-nos mal dispostos e sem vontadinha nenhuma de fazer férias à séria no país de quem nos recebe tão mal. (que me perdoem os franceses, em especial os meus amigos, que me lerem e entenderem, mas foi o que senti...)

No dia 1 de Setembro entrámos em Espanha e voltámos a conseguir "respirar". Volta a simpatia, o receber de braços abertos, o espírito latino. Ainda que não tão acentuado como o dos Italianos, os Espanhóis são também bastante simpáticos e facilitam em qualquer pequena (ou grande) dificuldade que surja. Ficámos novamente no mesmo hotel que tínhamos ficado na vinda e, também neste dia não tivemos muito tempo para visitar fosse o que fosse.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dia 4: Pela manhã... Carcassonne até Génova

Ficámos hospedados no hotel Etap Hotel Carcassonne Aéroport. Fomos jantar a Carcassonne (à Cité). Lá chegados ao pôr-do-sol, decidimos dar uma volta pela Cité que estava com uma linda cor dourada e, como sempre, maravilhosa. O problema foi depois encontrarmos um local para jantar, não pela falta dos mesmos mas porque uns tinham muita gente e os outros não entendíamos o que serviam (o francês não é, definitivamente, a nossa especialidade). De modo que arriscámos, sentámos no Hotel 5inq, pedimos um menu infantil para a criança, constituído por um hamburguer, batatas fritas e gelado. Ela adorou. Para nós pedimos um menu,constituído por algo que não fazíamos ideia do que seria. De modo que chegou uma salada e um copo de vinho, a empregada disse "bon apetit" e desconfiámos se seria tudo...já muito desolados começámos a armar-nos em grilos e começámos a comer... passado algum tempo lá chegou uma Cassoulet, uma caçarola constituída por feijão branco e algo que pensamos seria uma salsicha. Era, apesar da descrição, muito saboroso.
O hotel tem quartos pequenos, a casa de banho à francesa (ou seja: a sanita separada do resto), o que eu acho uma excelente ideia e as camas confortáveis. A criança ficou num beliche o que a deixou, como devem imaginar, hiper-contente. Como a maioria dos hoteis franceses não tem pequeno-almoço incluído. Mas, sem pequeno almoço, é bastante barato. Apesar de tudo não o aconselho a famílias com crianças pela simples razão de não existir qualquer privacidade para se tomar um banho.
Hoje partimos para uma longa  viagem até Génova.

Dia 3: Pela estrada fora... Carcassonne

Partimos de Vitória-Gasteiz pela manhã depois de um belo pequeno-almoço no hotel. Depois de entrar em França atravessando o extremo norte dos Pirinéus, e de almoçar no McDonald's de Mont-de-Marsan, chegámos a Carcassonne já ao final da tarde. Depois de uma pequena paragem no hotel, onde a pequenota ficou muito feliz por dormir pela primeira vez num beliche, lá fomos rever a cidadela. Linda como sempre. Depois do passeio e já com o relógio a bater nas 22:00 lá se jantou no restaurante 5inq, onde pedimos uma das especialidades locais, uma Cassoulet (basicamente uma feijoada com uma salsicha picante e pouco tempero, saboroso mas nada do outro mundo). Mas antes serviram-nos uma saladinha que durante alguns minutos ainda se achou que fosse a própria Cassoulet, para quem estava morto de fome aquilo assustou um bocadinho, mas depois lá veio o prato principal. Depois da refeição, lá atravessámos a ponte de saída da cidadela, e mais uma vez lá estava o carrossel no exterior para fazer as delícias da petiz.

sábado, 12 de setembro de 2009

Opiniões sobre países e coisas gerais

ESPANHA:

É demasiado grande e um bocado abandonada. Gosto dos espanhóis. Sempre gostei do estado de espírito espanhol e adoro espanha. Sinto-me em casa em Espanha. Falo a língua razoavelmente bem e entendo-os perfeitamente, mesmo quando falam depressa.

Condução: São, dos povos que conheço (portugueses, franceses, italianos), os que conduzem melhor. São hiper cuidadosos e não os vejo passar os limites de velocidade. Não sei as estatísticas de acidentes de viação, mas se tivesse de apostar, apostava que Espanha tem menos que Portugal, França ou Itália.

Limpeza e cuidado: De maneira geral são muito porcos. Têm cidades muito bonitas mas sempre muito porcas. As beiras da estrada espanholas são um amontoado de garrafas, pacotes, papéis, latas... Fazem xixi em qualquer lado e não me parecem que se preocupem muito com os outros vão sentir ou pensar do país dele, o que é uma pena.

Comida: Eu gosto e é barata. O vinho é bom e o café é péssimo... ainda estou para perceber como é que, estando ao lado de Portugal, ainda não aprenderam a fazer bom café.

Preços: Parece-me que o nível de vida deles é muito superior ao nosso. As coisas nos supermercados são a um preço semelhante, a comida nos restaurantes é barata, a gasolina é MUITO mais barata, os hotéis são baratos (e os ordenados são melhores)... é um bom país para se passar férias por podermos estar sem gastar demasiado.

Beleza e interesse: Se se cuidassem melhor eram um país muito bonito. Assim têm coisas muito bonitas, outras bonitas mas que nos dão pena estarem assim, e o mar mediterrâneo que vale sempre a pena. São um país com muito potencial que se perde entre o lixo e o descuido... lembram-me os Portugueses há cerca de 20/30 anos atrás... nós evoluímos em termos de cuidado e sujidade, eles ficaram na mesma e é pena.

FRANÇA:

É um país bonito. Que cativa logo à chegada. Os franceses provocam-me um misto de emoções. Por um lado admiro a sua forma livre de viver. Parecem-me um povo que sabe aproveitar as coisas boas. Gostam da natureza, de desportos radicais, de desportos menos radicais, de passear, de apanhar sol, de ir à praia e à neve, de estar na esplanada a conviver... enfim... provocam-me a sensação de que sabem viver... por outro lado irritam-me (provavelmente culpa dos imigrantes que vêm para cá a usar a língua francesa com uma mentalidade muito estúpida e, quem paga, são os franceses originais). Seja como for a língua francesa irrita-me, cheia de "uns e de hãs e de oh lah lah's", por outro lado, se for falada sem os "uns, hãs e oh lah lah's" e apenas usarem o francês de forma calma, gosto muito de o ouvir (não cantado, porque tem RRRRR's a mais para a música).

Condução: São um perigo!...

Limpeza e cuidado: o que mais me impressionou em França, no geral claro. Tudo estava sempre imaculado. As casas de banho públicas eram limpíssimas. Os cafés, restaurantes, tudo era muito asseado. Não havia um pedaço de lixo nas ruas. E parece-me que os franceses realmente gostam de cuidar e mostrar o que é seu. Parece-me que se preocupam com o que os outros povos vão dizer de França e o que se pode dizer é que França é muito limpa e asseada.

Comida: É muito boa e (para a bolsa portuguesa) relativamente cara. Se compararmos com restaurantes portugueses que sirvam comida assim tão boa, o preço nem difere assim tanto. O vinho é bom e o café é péssimo...

Preços: Por incrível que pareça acho que os supermercados são mais baratos que os nossos. A gasolina é ao mesmo preço que a nossa, os hotéis e restaurantes são caros. O nível de vida deles é, obviamente, muito superior ao nosso.

Beleza e interesse: Não vimos muito, mas o pouco que vimos fez-nos querer voltar. É bonita e interessante, talvez porque, ao contrário dos espanhóis, os Franceses sabem aproveitar as coisas que possam ter interesse para os turistas. Às vezes basta arranjar uma praça, para uma terra se tornar agradável.

ITÁLIA:

Itália entranha-se. Quando chegamos vamos gostando das paisagens, dos edifícios, de os ouvir falar. Mas temos a sensação de "é um sitio giro para umas férias e tudo bem". À medida que vamos entrando, ouvindo, falando, o país entranha-se em nós e, quando damos por isso, estamos apaixonados.
Os italianos são "nós". Os italianos são os portugueses mais genuínos. Eu explico: quando pensamos nos portugueses genuímos, pensamos em pessoas simpáticas, castiças, que gostam de receber os estrangeiros e abram as portas e os braços a quem passa. Infelizmente essa faceta do português parece-me perdida. Actualmente os portugueses são desconfiados, deixaram de gostar de estrangeiros e até me parece que os passaram a receber mal, regra geral. Já somos pouco castiços porque estamos demasiado misturados e preocupados com o que os outros vão pensar. Os italianos são essas pessoas. As pessoas que nós eramos e deixámos de ser e isso provoca em nós uma sensação de nostalgia e de pertença. Itália entranha-se e apaixona-nos, faz-nos sentir bem e ter vontade de lá ficar.
Adoro a maneira genuína de ser dos italianos, a língua deles e a forma como a usam. A maneira simpática como nos recebem sempre. Falam-nos de "portugalo" e do fado e fazem-nos sentir que, realmente, gostam de nós e nós passamos a gostar também deles.

Condução: São, de maneira geral, parecidos com os portugueses a conduzir.

Comida: É fantástica mas cara (para a bolsa portuguesa). O vinho é bom e têm a vantagem de saber fazer café e, como tal, podemos lá ir fazer férias sem aquela sensação de não beber um bom café, porque em Itália há bom café. Têm as melhores gelatarias do mundo (pelo menos do mundo que eu conheço).

Limpeza e cuidado: É, de maneira geral, limpa e cuidada. Não sendo tão cuidadosos como os franceses (parece-me) têm sempre tudo bem cuidado.

Preços: Tal como em França, os supermercados são mais baratos, a gasolina é ligeiramente mais barata, os hotéis são razoáveis, os restaurantes são caros (mas se formos aos quiosques de cachorros são baratos ;) mesmo em locais turísticos).

Beleza e interesse: É maravilhosa. A cada esquina se encontra algo novo e bonito. Os padrões de beleza e exigência em Itália vão subindo exponencialmente com o tempo que se está lá. Pergunto-me se os italianos acharão os outros países "normais", como Portugal, por exemplo, bonitos. Porque o país deles é o mais bonito que já vi. Hei-de ver mais mas, para já, Itália está em primeiro lugar em beleza, ultrapassando mesmo, Portugal. Aproveitam muito bem as terras que têm (o que não é difícil), sabendo dar-lhes interesse turístico.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dia 31


Partimos de Pau para atravessar a fronteira passando por Biarritz onde descobrimos que "gajas boas, mesmo mesmo boas, é em Biarritz". Ainda antes de Biarritz almoçámos no "Quick" uma cadeia, que penso seja francesa, de venda de hamburguers, para fazer concorrência ao mcdonalds. Eu gostei mais, e a miuda mais pequena também (nem que seja pelo facto de eles terem uma maior diversidade das diversões dentro e fora do restaurante), já o homem da casa não achou lá grande graça ao Quick.

Já do lado espanhol fomos jantar na bonita e agradável cidade de Burgos, que tem uma catedral muito linda (na foto) para seguirmos para o nosso último hotel, em agriturismo, "Hotel rural la casona de Andrea". Numa pequena e bonita quinta, ficámos hospedados numa igualmente pequena, bonita e acolhedora casinha de madeira, para delícias da Beatriz que adorou a ideia de dormir numa casa de madeira em Tiedra.

domingo, 30 de agosto de 2009

dia 30


A noite passou-se bem dormida apesar de tudo e de manhã tivemos o "coup de grâce" no que a "cenas chungas" diz respeito em relação ao hotel em Castres onde ficámos. A recepcionista que nos atendeu tinha um palito no canto da boca e com ele permaneceu durante todo o nosso check out, incluíndo em "conversa" com a nossa filha, assim se dirigiu à miúda, com um palito e num francês que ainda se percebia menos do que o habitual.

Seguimos então viagem com paragem definida em Carcassonne.

a "Cité de Carcassonne" é um lindíssima. O castelo (na foto) parece saído de um conto de fadas. Mais uma vez, e para delícia da miúda pequena havia carroussel na parte de fora das muralhas. Combinámos com ela que andaria de carroussel no final da visita à cité e caso se portasse bem e comesse.

A parte interior (portanto, a denominada cité) é uma aldeiazita medieval com lojinhas, restaurantes, casinhas e uma igreja lindíssima. Almoçámos lindamente lá dentro e a Beatriz até comeu, pela primeira vez, bife e gostou. No final pedimos mousse de chocolate e a Beatriz pediu um gelado de chocolate. Claro que o gelado não era um italiano e, por isso, acabou por não gostar (sensora que é dos bons gostos), mas a mousse era caseira e acabou por comer um bom pedaço.

De tão contentes ficámos por ela ter comido bife, demos-lhe 6 voltas no carroussel e, atrasados, seguimos viagem até Pau, terra do nosso último hotel em França, o hotel Kyriad, também ele 3 estrelas, mas se fosse 4 não me chocaria. Foi um bom hotel para a última noite em França.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dia 29


Prosseguimos por montanha cheias de vida selvagem e algumas aldeias bonitas. Supreendeu-nos o facto dos franceses serem um aceleras de primeira com um tipo de condução extremamente perigosa apesar de todos os avisos que víamos nas estradas cheias de estatísticas de mortos e feridos de anos ou meses anteriores...
Durante a viagem vimos abutres bem no cimo das montanhas. Descidas de caiaque de um riozito com rápidos que lá havia, basicamente uma paisagem e vida selvagem bonitas. Atravessámos o mais alto viaduto da Europa em Millau (na foto) e quase ao anoitecer tivemos a sorte de encontrar uma reserva de veados e ficámos a vê-los saltar e a ouvi-los guinchar. Não fazia ideia que era aquele o som dos "bambis". Chegámos ao hotel já tardito.
O hotel ficava num bairro escuro em castres e, logo à entrada, dou de caras com várias estátuas e quadros muito kitsch. O nosso quarto ficava no cimo de umas escadas escuras e tinha um ar igualmente kitsch. O pior de tudo foi quando reparámos que no tecto do hotel (3 estrelas que nem merecia ser pensão) estavam algumas dezenas de insectos mortos que ninguém teve o cuidado de limpar. O lençol estava rasgado e vinha um cheiro suspeito, que parecia urina, do interior do armário. Tentou convencer-me o Nelson que alguém poderá ter tentado lavar o armário com amoníaco deixando um cheiro semelhante a urina. Com isto lá se foi a minha boa imagem sobre o cuidado e limpeza imaculada dos franceses.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dia 28


Iniciámos viagem com paragem programada em Avignon.

Sabíamos que Avignon era bonito e que tem grande importância na história do catolicismo, mas nunca imaginamos que fosse tão bonito. De modo que a paragem que deveria ter sido curtinha, esticou-se um pouco mais do que o planeado. A praça principal é muito bonita e a igreja de Notre Dame de Dom é grandiosa. A estátua da Nossa Senhora no cimo da igreja é enorme, dourada e está directamente acima de uma representação lindíssima de Cristo crucificado, com a Nossa Senhora e a Maria Madalena aos pés (na foto), e quatros anjos em redor. A estátua do cimo da igreja parece representar uma mãe que olha e protege o filho durante a sua dor. Por dentro é igualmente bonita e cheia de histórias. As relíquias são imensas e surpreendentes. Há alarmes em tudo quanto é vidro mas, mesmo assim, fico surpreendida que nada tenha desaparecido até então.

Também gostei de ver a "ponte para lado nenhum". Ou seja a ponte sobre o rio Ródano, construída entre 1171 e 1185 que possuia 22 arcos. Teve sucessivas reconstruções para acabar com os apenas 4 arcos actuais depois de uma enchente do rio em 1660. Assim a ponte vai até cerca de metade do rio e acaba aí. A afirmação da Beatriz foi: "depois tem de ir-se de barco".

Prosseguimos viagem com destino ao próximo hotel numa terrinha perdida no meio das montanhas da qual nem me lembro o nome mas que impressionou por ter vida ao contrário de todas as que passámos antes. Era uma aldeia pequenina mas cheia de restaurantes e pequenos hotéis. Com um pequeno rio.

O nosso hotel "hotel de sully" (se não me engano no nome), era pequenino mas o nosso quarto era bastante grande (eram dois quartos num, um para nós e um para a pequena). O hotel tinha piscina no terraço (da qual não desfrutámos por falta de tempo, e porque ali já fazia frio). O chão era inclinado e de madeira, daquela madeira que faz imenso barulho (era um velho prédio).

O jantar foi tomado no restaurante do hotel onde fomos atendidos pela dona do mesmo que, para nossa supresa, era portuguesa, muito bonita e de uma simpatia sem limites. A refeição foi óptima, os queijos estavam fantásticos, e até a Beatriz provou e gostou, e o vinho era excelente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dia 27


Acordámos de uma noite muito bem dormida para as últimas horas em Itália. Vestimos os fatos de banho e fomos dar um mergulho ao mediterrâneo ali do outro lado da rua. Fiquei com pena de não termos pensado neste hotel em Ventimiglia para ficarmos 2 ou 3 dias, tinha sido agradável. Foi um mergulho fabuloso. O mediterrâneo estava calmo e quentinho como o conheço (ao contrário do que me senti o ano passado em Espanha) e nadámos e divertimo-nos todos imenso durante o pouco tempo que lá estivemos. A Beatriz, com as suas braçadeiras nadou feliz até sentir frio. O pai tirou-a da água e eu fiquei mais uns minutos a despedir-me, da melhor maneira, de Itália e do mediterrâneo por este ano. É um mar fantástico e um país fantástico.

Voltámos ao hotel para um duche e para fazer o check out. Já com saudades de Itália cruzámos a fronteira de França em direcção ao Mónaco (mais um país nestas férias). Lá almoçámos numa pizzaria uma pizza razoável mas, como bom sensor dos bons gostos, a Beatriz não gostou e não comeu nem metade do que fazia em Itália.

Passeámos na marginal monegasca, olhámos em volta e pensámos que afinal o Mónaco não tem nada de especial ainda por cima levámos com caca de pombo em cima. Gostámos de ver as marcas pintadas no chão da partida do Grande Prémio F1 do Mónaco, e gostámos de atravessar o túnel do casino. O edifício do casino (na foto) é bonito, e basicamente é só.

Com a sensação de "afinal era só aquilo", passámos de novo a fronteira para fazer viagem pela riviera francesa em estradas com muitas curvas e muitos perigos. Seguimos pelas ruas de casas luxuosas de Nice e fizemos uma pequena paragem em Grasse, capital do perfume. As ruas, realmente, cheiravam bem e o carroussel, no meio de uma praça, foi, novamente, as delícias da miúda.

Em engrenagem de regresso (o que significa dias de mais km viajados e menos paragens para conhecer e visitar coisas), seguimos novamente pelas montanhas, onde vimos o pôr-do-sol mais incrível que qualquer um de nós se lembra com um sol completamente vermelho. Fomos até Manosque onde dormimos no Everhotel de Manosque e fomos atendidos por um senhor que se assemelhava de forma assustadora com o René Artois do Allô Allô.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dia 4:

Dormimos em Arles no Hotel du Forum, que aconselho a quem precisar de dormir em Arles por qualquer razão. de manhã demos uma voltinha pela cidade que é realmente bonitinha. Não um bonito essencial, mas um bonito para ver de passagem.
Prosseguimos viagem para ir dormir a Génova, o que nos deu muito pouco tempo para ver fosse o que fosse. Foi um dia que senti um pouco em branco mas deu para perceber, do pouco que vimos de França que é um país bem arranjadinho e que se cuida muito bem. Ficámos com vontade de fazer umas férias mais francesas um destes anos.

A entrada em Itália provocou-me uma sensação de desgosto. Acabados de deixar paisagens da côte D'azur, e toda a beleza da riviera francesa, entramos numa Liguria muito triste e pouco cuidada. Foi realmente um desgosto. Para o aumentar vi passar ao lado uma cidade que queria mesmo muito visitar: "Busana Vechia". Uma cidade vítima de um terramoto no século XIX, onde morreram mais de 2000 pessoas e abandonada pelos seus habitantes, que se estabeleceram um pouco mais abaixo (em b
Busana Nuova) até ser ocupada, à revelia e apesar das tentativas de expulsão do governo italiano, pelos hippies dos anos 60.

Génova foi marcada como local de dormida devido às críticas nos sites não lhe darem qualquer importância. Mal entramos na cidade começamos a perceber que é muito mais bonita do que a pintam. Para melhorar as coisas o hotel, Bristol Palace, era fantástico e, se isso não bastasse, tivemos a sorte de ficar alojados no último piso num quarto situado numa esquina com vista para a Piazza de la Fontana.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dia 3


Começou com muita confusão. Um GPS teimoso que insistia em enviar-nos para as milhentas auto-estradas com portagem da catalunha, apesar de lhe pedirmos para nos levar até França à beira mar. Depois de muitas horas perdidas na busca do caminho que queríamos e, para encontrá-lo, tivemos de comprar um mapa de França, desligar a modernidade do GPS, voltar atrás mais de uma hora de caminho e voltar a fazer o caminho pelo litoral com o mapa de papel como nosso guia.


Acabámos por ir jantar a uma terra chamada "Palava des Flot" e ficámos encantados com a mesma. Uma terrinha pequenina com um rio limpinho, passeios de barco, uma feira popular e passeio de comboio. O jantar foi simpático e saboroso e compensou o tempo perdido.


Regressados à auto-estrada por falta de tempo viemos dormir a Arles no "Hotel du Forum". Ainda decidimos dar um passeio à noite por Arles e, apesar de ser uma terra muito bonita o ambiente não me deixou nada descansada.


Agora havemos de ir tomar o nosso pequeno-almoço e prosseguir pelo dia 4.